Mentiras sobre o dinheiro e a prosperidade
A idéia de que a riqueza e a prosperidade não são coisas divinas surgiu na Idade Média, no apogeu da Igreja Católica, quando os senhores feudais fizeram grande fortuna. A Igreja, para manter o povo na pobreza, ensinava que o fato de estar despido de qualquer bem material ou dinheiro era o único meio de salvação do espírito e ganhar, assim, o Reino dos Céus.
O engraçado é que a Bíblia, em Genesis (13:2), descreve Abraão como um dos homens mais ricos do mundo daquela época: “E Abraão era muito rico; tinha gado, prata e ouro.” E como todos sabem, Abraão é aclamado pelas religiões judaica, islâmica e católica.
Outro texto que a Igreja usou para estigmatizar os ricos e a prosperidade foi o texto de Mateus (19:22-24) que diz o seguinte: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus”.
Na verdade esta citação quer dizer que: há centenas de anos atrás havia na cidade de Jerusalém grandiosas muralhas e que tinham portões imensos. Ao entardecer, depois que os portões se fechavam, as caravanas de viajantes que chegavam precisavam fazer com que seus camelos passassem por portas muito pequenas e estreitas, que chamavam-se “agulhas”. E para poderem passar, os camelos precisavam ficar de joelhos e sem carga nenhuma.
O que podemos entender disso que Jesus falou é que para entrar no Reino dos Céus os homens precisam ter humildade, precisam se ajoelhar e orar para poderem “passar” para o outro lado.
Não podemos jamais pensar que o dinheiro é sujo ou que ele possa nos tornar pessoas com desvio de personalidade. Se pensarmos bem, para levantarmos igrejas, fazer caridades etc. Precisamos de dinheiro para isso. Direta ou indiretamente. Muitos dizem que acham as pessoas ricas e prósperas más ou enganadoras. Mas se perguntássemos à essas pessoas, que criticam os ricos, se elas gostariam de ser ricas; em 99,9% dos casos diriam que sim.




